14.03.2011
O número de navios ociosos está prestes a subir nos próximos meses. O motivo é o retorno de navios afretados para seus donos.
Atualmente os operadores consideram deixar inativos cerca de 1,4 milhões de TEUs ou 11% da capacidade dos porta-contêineres do mundo. No entanto, o broker londrino Howe Robinson afirma que este volume pode ser facilmente dobrado, se a demanda continuar caindo nos níveis atuais.
Até agora, as encomendas, e a maneira como elas irão afetar a equação da demanda por navios, estavam recebendo a maior parte das atenções. Mas os analistas estão começando a olhar mais de perto o número de fretamentos que vão expirar em breve. Segundo estimativas da Neptune Orient Lines (NOL), no ano de 2009 mais de 1,5 mil navios - que, juntos, têm a capacidade de 2,7 milhões de TEUs - serão devolvidos. E, mesmo que alguns desses navios sejam recontratados por preços mais camaradas, outros ficarão ancorados esperando por algum outro emprego.
Apesar dessas previsões, espera-se que o número de navios que estão sendo liberados pelo mercado de afretamentos não seja maior do que a quantidade de novas construções que serão entregues em 2009 e 2010.
A crise de excesso de oferta poderia ser revista com alguns cancelamentos. Mas os grandes estaleiros da Coreia continuam firmes na intenção de não deixar que isto aconteça. Os brokers dizem que quase todos os proprietários e operadores do mundo que têm navios encomendados estão tentando tanto atrasar a entrega quanto remarcar os prazos de pagamento, conseguir descontos ou simplesmente cancelar o pedido. O problema é que, até agora, nenhum estaleiro da Coreia concordou em cancelar encomendas.
A única coisa que tem havido são pequenas concessões, para alguns proprietários, para garantir a conclusão de adiamentos entre três meses e 18 meses. Os atrasos de produção devem incluir alguns navios de 13 mil TEUs. No entanto, os estaleiros abominam revelar informações, por medo de ter que concordar com cada proposta solicitada.
Baseando-se na programação de entregas dos principais estaleiros do mundo, 1,7 milhões de TEUs entrarão no mercado este ano.
Fonte: Portos e Navios